quinta-feira, 11 de abril de 2013

Reunião em 03 de abril, unidade Belém

No dia 03 de abril fizemos a primeira reunião do GEP em Educação Matemática na unidade Belém, às 20h40.


Havia um aluno inscrito, do curso de Letras e, no horário da reunião, compareceram à reunião cinco pessoas, Aureni, Claudionícia, Nayara e Májori (1º semestre) e Andréia (2º semestre).

Fiquei bastante animada. Elas relataram que havia mais algumas interessadas, porém havia no mesmo dia e horário aula de PPI.

Então, reafirmei que poderiam vir no próximo encontro para conhecer o grupo e o trabalho.

Fiz uma conversa informal para apresentar o trabalho do grupo porque elas estavam bastante ansiosas e as perguntas eram muitas.

Em seguida, visitamos o Blog e o Twitter e elas puderam ver um pouco do trabalho que vem sendo desenvolvido. Em seguida, cada participante falou um pouco de sua motivação para querer participar das reuniões do grupo.

A motivação inicial dos participantes era conhecer a proposta de trabalho do grupo. Também apresentaram o interesse em enriquecer o currículo com a participação em uma atividade extraclasse.

Elas tinham, além disso, a expectativa de que teriam oportunidade de aprender mais sobre o ensino e a aprendizagem de Matemática. São alunas que gostam da disciplina e duas delas relataram que utilizam conhecimentos matemáticos em seu trabalho. Uma das meninas quer fazer Iniciação Científica.

De um modo geral, elas também relatam uma trajetória difícil em relação à Matemática em seu processo de escolarização.

Falei um pouco da construção da identidade do grupo e expliquei que iríamos desenvolver, em conjunto, um tema para estudar durante o semestre. Conforme elas foram falando de seus interesses, angústias e expectativas, já fui conduzindo para a busca e reflexão de um tema que pudesse contemplar algum interesse comum.

Terminamos a reunião com a proposta de que elas dedicassem algum tempo, durante os próximos quinze dias, para visitar o Blog e o Twitter (apenas uma delas já havia feito isso antes de vir para a reunião). O objetivo era conhecer com mais calma as atividades que já foram desenvolvidas para auxiliar na busca de uma atividade para o semestre. Ficaram com a tarefa de pensar em um tema para estudo e pesquisa e que possa ser do interesse do grupo.

Agendamos o próximo encontro na unidade Belém para dia 17 de abril às 20h40.

terça-feira, 2 de abril de 2013


No dia 28 de março, às 9:45 horas, o GEP em Educação Matemática da Faculdade Sumaré retomou suas atividades, agora em novo local: a Unidade Santo Amaro.
Em breve (03/04), os alunos da Unidade Belém também poderão participar do GEP, sem sair da sua Unidade.
Começamos as atividades com um grupo pequeno (6 pessoas) mas extremamente motivado: a Rosângela  (7ºsemestre), Luci Mara, Ângela e Valéria  (5ºsemestre), Sueli (4º semestre) e Roseli (3ºsemestre).
De uma maneira geral, temos um grupo de pessoas que gostam de Matemática e que querem saber mais sobre os processos de ensino e aprendizagem dessa disciplina, para que possam possibilitar aos seus futuros educandos uma aprendizagem significativa dos conteúdos matemáticos.
Apenas uma das participantes afirmou não gostar de Matemática. As causas para isso residem em sua história de escolarização a qual foi marcada por insucessos.
Um outro ponto em comum desse grupo é a constatação, em diferentes experiências, da dificuldade que muitas vezes as crianças tem em aprender matemática. Foi colocada, então, a seguinte questão: será que as crianças tem dificuldades em aprender Matemática ou, os professores tem dificuldades em ensinar?
As memórias dos nossos processos de escolarização apontam para um ensino mecanizado de Matemática, no qual adotávamos procedimentos os quais, na maioria das vezes, não eram compreendidos.
Para ensinar bem é necessário conhecer bem  o objeto de conhecimento que será ensinado.
Combinamos que levaremos em consideração as demandas do grupo para a eleição dos temas dos nossos encontros e, que se necessário, realizaremos algumas oficinas, ao longo do caminho, para ressignificar os conteúdos matemáticos mecanizados em nosso processo de aprendizagem.
Alguns temas já foram sugeridos pelos participantes e no nosso próximo encontro, que será no dia 11 de abril, discutiremos a História da Matemática como um caminho para ensinar Matemática.
Poderemos contar, já no próximo encontro, com mais três participantes: Ana Paula e Cláudia (do 4º semestre) e Andréia (do 3º semestre).

quinta-feira, 14 de março de 2013


Reinício das atividades do GEP em Educação Matemática.

O GEP em Educação Matemática da Faculdade Sumaré iniciou sua primeira fase de atividades em agosto de 2010.
Foi uma fase de trabalhos intensos  até agosto de 2012, na qual os participantes do Grupo puderam aprofundar seus estudos sobre temas relevantes de Matemática.
Lemos, discutimos importantes referenciais teóricos, buscamos novos referenciais e construímos importantes conhecimentos sobre o ensinar e o aprender Matemática.
Estamos agora iniciando uma nova etapa de atividades, com um novo formato e uma coordenação “a quatro mãos”: as minhas e as da Professora Sara Lacerda, que tem participado ativamente do GEP desde o início das atividades. 
Nesse novo formato, queremos oportunizar a participação para um número maior de interessados. Para isso, nossa proposta é de um grupo semanal com reuniões quinzenais em cada uma das duas Unidades: Santo Amaro e Belém.
Na Unidade Santo Amaro as reuniões ocorrerão quinzenalmente, sempre às quintas feiras, às 9:45 horas.
Na Unidade Belém as reuniões serão realizadas às quartas feiras, às 20:40 horas.
Podem participar do GEP estudantes da Graduação e da Pós-graduação, professores, ex-alunos, profissionais da educação e demais interessados.
Para nos conhecer melhor, navegue pelo nosso blog e siga-nos no Twitter (https://twitter.com/gepedmatematica).
Inscrições para a participação na Unidade Santo Amaro devem ser feitas pelo e-mail maria.roman@sumare.edu.br e, para a Unidade Belém, pelo e-mail s.lacerda@sumare.edu.br. No e-mail coloque seu nome, curso ao qual pertence, semestre de curso e um telefone de contato.

Veja algumas das atividades já realizadas:





Venha participar e convide seus amigos!


terça-feira, 10 de abril de 2012

O Ensino de Matemática nas classes de 1º ano: um olhar sobre as práticas.


Nos dias 12, 19 e 26 de março os esforços dos participantes do GEP em Educação Matemática estiveram voltado para a tabulação dos dados da pesquisa realizada no final do ano passado sobre o ensino da Matemática nas classes de 1º ano.
Na ocasião, alunos do Curso de Pedagogia que atuam como alunos pesquisadores nas salas de 1º ano da Rede Municipal de Ensino, foram convidados a participar de um levantamento de dados sobre o que é ensino de Matemática nas classes de alfabetização. Além do levantamento dos conteúdos ensinados, a pesquisa pretendeu coletar dados sobre como tem sido realizado esse ensino e, quais as concepções docentes sobre o mesmo.
O instrumento elaborado visou o levantamento de dados a partir de dois olhares: o dos professores regentes e dos alunos pesquisadores que, inseridos no cotidiano da sala de aula, tem condições de se colocar na posição de observadores externos capazes de olhar para as práticas sob um outro ponto de vista.
Estamos concluindo a tabulação e pretendemos, em breve, começar a analisar os dados a luz dos estudos que temos realizado.
Nesse período conseguimos agendar mais um Evento Aberto, previsto para o dia 09 de abril. Nessa data receberemos a visita da palestrante Regiane Perea de Carvalho, formadora de docentes da Rede Municipal de Ensino e docente da UNINOVE, que irá nos brindar com sua palestra: “ Reflexão sobre a importância e o aprendizado da Educação Matemática desde a primeira infância”, na qual abordará as relações entre Literatura Infantil e Matemática, entre outros aspectos relevantes para o ensino e a aprendizagem de Matemática.

REUNIÃO 05 DE MARÇO DE 2012.

Mais uma vez, começamos nosso encontro com os informes gerais.
Como havíamos combinado, aprofundamos nossa discussão sobre o texto “Teoria das situações didáticas”, da José Luiz Magalhães de Freitas, publicado no livro: Franchi, Anna ; Machado, Silvia Dias et a. (org.) Educação Matemática: uma (nova) introdução. São Paulo: EDUC, 2008.
EDUC, 2008.

O texto aborda as ideias de Brousseau e, para compreendê-las melhor, contamos com as explanações da Professora Sara Lacerda, que foi esmiuçando o texto juntamente com os participantes do GEP.
Na sequência, buscamos conhecer melhor os “Cadernos de Apoio e Aprendizagem – Matemática – 1º ano”, utilizados nas classes das escolas municipais de São Paulo. Primeiramente, olhamos apenas o “Caderno do aluno”, buscando imaginar como o professor trabalharia com os conteúdos propostos, inicialmente voltados para a Bloco de Conteúdos “Números e Operações”.
Feito isso, olhamos novamente para as atividades propostas com o apoio do Livro do Professor para o planejamento das atividades. Da análise desses materiais surgiram considerações importantes sobre dois aspectos no ensino de Matemática: o primeiro diz respeito à concepção do professor. Por melhor que seja o material , faz-se necessário que o professor tenha muito clara a concepção de ensino e de aprendizagem que norteia sua elaboração e, consequentemente, sua aplicação. O segundo, ainda lidado à concepção do professor, diz respeito à necessidade de adaptação dos materiais em função das especificidades do grupo com o qual se está trabalhando.
Essa discussão surgiu porque na primeira atividade proposta pelo Caderno, para o trabalho com números, é proposta a análise de imagens que retratam uma festa de aniversário, que está sendo comemorada em família. A leitura das imagens suscitou, entre os participantes do GEP, as seguintes questões: será que todas as crianças das escolas públicas já tiveram uma festa de aniversário? Será que bolos confeitados com velinhas fazem parte da realidade de todas as crianças? Será que o modelo de família mostrado pelo material é condizente com a família da maioria das crianças?
Se a resposta para as perguntas for negativa, cabe ao professor trabalhar o mesmo conteúdo proposto pelo material de uma outra maneira e, colocar em discussão os diferentes modelos de família e as diferenças existentes entre todas as pessoas.

domingo, 4 de março de 2012

REUNIÃO DO DIA 27 DE FEVEREIRO
 Foi com grande alegria que recebemos nessa segunda feira, nossa colega Cristiane Vilarinho de volta às atividades do GEP. Ela está conosco desde o início das atividades e ainda não havia comparecido por conta de algumas questões que estavam sendo resolvidas. Seja bem vinda, Cristiane! Começamos nosso encontro com os informes gerais. O primeiro deles foi sobre o link da Secretaria Municipal da Educação no qual todos os materiais utilizados pela Prefeitura estão disponibilizados. Lá os interessados podem encontrar os Guias de Planejamento, Cadernos de Apoio e outros materiais muito interessantes para o trabalho com os alunos e a formação dos professores. Vale a pena conferir: http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Projetos/BibliPed/AnonimoSistema/BannerTexto.aspx?ManuBannerID=6 Outra boa notícia foi a do agendamento prévio com a Professora Regiane Perea Carvalho, formadora da DOT- P DRE Ipiranga que virá conversar conosco sobre as ações de formação que a ela desenvolve junto aos professores da Rede Municipal, visando a melhoria do ensino e da aprendizagem de Matemática. Assim que a data for confirmada, divulgaremos maiores detalhes. Com havíamos combinado, demos início à discussão do texto sobre a Teoria de Brousseau. Para que isso se fizesse possível, retomamos um pouco da teoria Piagetiana estudada anteriormente, para discutir o conceito de problema epistemológico e a necessidade de criá-lo para que haja uma aprendizagem significativa. A partir da necessidade de criação de um conflito cognitivo, na perspectiva de Piaget, foram feitos vários relatos sobre o que já foi visto ou vivenciado pelos participantes do GEP, em aulas de Matemática. Infelizmente, a constatação é de que a Matemática continua sendo ensinada de maneira muito mecânica e desprovida de significados, desvalorizando os conhecimentos previamente construídos pelos alunos. Um exemplo disso é a fala da Elaine Soraia: “Meu sobrinho está no 1º ano. Minha cunhada tem uma loja e ele ajuda a etiquetar os produtos, a colocar preços... Na escola, a professora pediu para que as crianças escrevessem os números que conhecem e ele escreveu cinco vírgula quarenta e sete, dois vírgula vinte e assim por diante...Minha cunhada foi chamada na escola e a professora pediu para que ela parasse de ensinar coisas para ele em casa, porque ele está muito adiantado e vai atrapalhar!” O desafio está lançado: como ensinar Matemática de maneira significativa, valorizando os saberes prévios dos alunos e contemplando os diferentes ritmos de aprendizagem? A discussão se prolongou de tal maneira que decidimos continuar com o estudo do texto na próxima semana. Em nossa próxima pauta também pretendemos analisar mais detidamente os “Cadernos de apoio e aprendizagem – Matemática – 1º ano”, para sabermos o que deve ser ensinado e como isso deve ser feito.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Reunião do dia 13 de fevereiro de 2012.

Foi com grande alegria que, ao nos reunirmos novamente nessa segunda feira, dia 13 de fevereiro, pudemos constatar que aqueles que vieram na semana passada para nos conhecer, vieram para ficar. Além disso, hoje tivemos o retorno da Antônia Elita Araújo, que já era participante do GEP, no ano anterior.
Havíamos combinado que leríamos, para essa semana, o material publicado no “Guia de Orientações Curriculares – Proposição de Expectativas de Apredizagem – Ciclo I), sobre as expectativas de aprendizagem, para Matemática, para o 1º ano do Ciclo Básico.
Essa leitura subsidiará nossa análise dos dados coletados sobre o que tem sido ensinado nas salas iniciais do Ensino Fundamental, os quais estão em processo de tabulação, pelo GEP.
A discussão sobre as expectativas de aprendizagem foi enriquecida pelo relato de três participantes do GEP que atuaram como alunos pesquisadores em salas de 1º ano: o Cleber, o Alex Sandro e a Antônia Elita que puderam nos contar o que presenciaram em termos de ensino de Matemática, nas salas em que desenvolveram seus trabalhos.
Esse relato nos possibilitou tecer as primeiras considerações sobre, em que medida, as expectativas de aprendizagem se traduzem em práticas nas salas de aulas, para que elas possam ser atingidas.
Contamos também, com o registro das respostas de vinte e quatro (24) professores regentes, entrevistados no semestre anterior, sobre quais eram as expectativas de aprendizagem, em Matemática, para os alunos do 1º ano.
A leitura desses registros nos levou a perceber que muitos dos professores não tem muita clareza sobre o que são expectativas de aprendizagem. As respostas, muitas vezes listam conteúdos ou Blocos de Conteúdos, ao invés de apresentar, efetivamente, expectativas de aprendizagem.
As constatações foram seguidas de muitas discussões sobre as dificuldades para que o trabalho pedagógico seja pensado a partir das expectativas propostas, de maneira a atingi-las. Discutimos, sobretudo, a questão da formação do professor e de suas dificuldades, em sua história de escolarização, na aprendizagem de Matemática e; a necessidade de uma formação continuada, para a mudança das concepções desse professor. Discutimos também, qual é o nosso conceito de Formação Continuada, pensada a partir da realidade e das necessidades do professor e não, como uma transmissão de referenciais teóricos, pensados por quem não está na sala de aula.
Por conta da discussão da questão: como desenvolver práticas que sejam coerentes com os pressupostos teóricos que norteiam a elaboração das propostas curriculares, assistimos o vídeo: “Somar ou Multiplicar?” , disponível no site da Revista Nova Escola. Nesse vídeo, há a condução de uma atividade de resolução de problemas, pela professora, que leva em consideração os pressupostos teóricos de como devemos ensinar matemática.
Discutimos, também, quais são os pressupostos teóricos que estão por trás dos documentos oficiais para o ensino de Matemática e, decidimos conhecê-los melhor. Para isso, nossa próxima leitura será de Brousseau.
Ao mesmo tempo que avançaremos na apropriação das teorias, daremos continuidade à tabulação dos dados coletados para que possamos produzir conhecimentos sobre o que é ensinado de Matemática nas salas de 1º ano e como é ensinado.

Para assistir o vídeo "Somar ou Multiplicar", acesse: